Situado na Praça Conde dos Arcos, o palacete dói construído na primeira metade do século XIX, nove anos depois da abertura dos portos às nações amigas. Em estilo neoclássico inglês, o edifício lembra o Palácio de Hampton Court, perto de Londres. Seguindo pela Avenida Frederico Pontes (também chamada Avenida Jequitaia) vê-se a Igreja da Ordem Terceira da Santíssima Trindade, dos séculos XVIII e XIX. A Igreja apresenta três naves e possui as seguintes imagens: Santíssima Trindade, em madeira; Nossa Senhora dos Remédios; além de outras de menor importância.

A primeira Associação Comercial do Brasil
A Associação Comercial da Bahia foi fundada em 15 de julho de 1811, atendendo a três desejos: – dos comerciantes, para terem um local condigno onde pudessem se reunir regularmente e aí realizar seus negócios, como já vinham fazendo há anos, na própria Cidade Baixa; – do Vice-Rei do Brasil, D. Marcos de Noronha e Britto, VIII Conde dos Arcos de Val de Vez, interessado no desenvolvimento da província que governava, sede do maior porto do hemisfério sul na época, já aberto, desde 1808 às “nações amigas”; – do Príncipe Regente, D. João VI, de promover o progresso da Colônia, sede provisória da Corte Portuguesa.
O Palácio, construído no terreno remanescente da bateria de São Fernando, cedido pela Corte, mas custeado inteiramente por subscrições dos comerciantes da Bahia, foi solenemente inaugurado às 10:00 horas da manhã do dia 28 de janeiro de 1817, com bênção, orquestra e pompa, os convidados ricamente vestidos e as senhoras, “convidadas para um copo d’água”, trajadas com máximo luxo e riqueza. Os “negociantes da Praça da Bahia”, reconhecidos, ofereceram a D. Marcos uma espada de ouro”.
Atuação História
1846 – instituiu um “Curso de Contabilidade por Partidas Dobradas e Geographia”, dirigido especificamente aos comerciantes, seus filhos e empregados, suprindo uma falta aguda de guarda-livros e elementos treinados em administração comercial.
1849 – importou, da Inglaterra, a primeira bomba contra incêndio em Salvador, com mangueiras e escada de molas, encarregando-se, ela mesma, da sua operação, até transferi-la para a Sociedade de Voluntários Contra Incêndios, uma companhia independente, à qual doou o equipamento.
1855 – teve atuação marcante na epidemia de “cólera-morbus”, tomando a frente das ações comunitárias em favor das vítimas e oferecendo sua própria sede para seu atendimento.
1865 – liderou as ações humanitárias para socorrer as famílias dos militares perecidos ou mutilados na Guerra do Paraguai, promovendo uma subscrição entre os negociantes da Praça, sem distinção de nacionalidade.
1874 – adquiriu na França e fez erguer um monumento em comemoração das vitórias conquistadas na Guerra do Paraguai na Praça Riachuelo, custeando toda sua urbanização, juntamente com a Praça Conde dos Arcos e a Praça Deodoro da Fonseca, cuidando da sua manutenção e conservação.
1902 – voltou a auxiliar a corporação dos bombeiros, transformando-a em guarda noturna, assumiu seus débitos e re-equipou-a com uniformes e todo o material adequado, doando-lhe duas novas bombas, compradas na Europa.
1905 – patrocinou a fundação da Escola do Comércio da Bahia e defendeu os interesses da nova instituição perante o governo e a classe empresarial.
1911 – no ano da comemoração do primeiro centenário da sua fundação, financiou a reconstrução total da Praça Deodoro da Fonseca.
1917 – em reconhecimentos da sua atuação em defesa de causas da sociedade e dos interesses das classes empresariais, foi declarada de utilidade pública pela Lei Federal no. 3.330.
1941 – foi considerado Órgão Técnico Consultivo do Poder Público pelo Decreto Federal no. 8.130.
1970 – liderou o movimento da iniciativa privada, somando esforços com o Governo do Estado, para a implementação do Polo Petroquímico de Camaçarí, cujo ato de constituição foi assinado em solenidade realizada no seu Palácio sede, em outubro de 1971.
Do passado recente, vale destacar o importante papel da Casa na coordenação de todas as entidades de representação empresarial da Bahia na tentativa de impedir a liquidação do Banco Econômico e seu empenho na promoção do projeto de autoria do Vice-Presidente da República, Marco Maciel, quando Senador, de criação de Câmaras de Arbitragem. Atualmente, a Associação Comercial da Bahia lidera a campanha em prol da revitalização do bairro do Comércio, não só para que retorne à sua antiga condição de centro financeiro da cidade, mas também para modernizá-lo, inclusive no aspecto turístico.

A Mais Antiga Associação Empresarial das Américas
Apresentação
A Associação Comercial da Bahia (ACB) é uma das instituições mais importantes da história econômica do Brasil e a mais antiga associação empresarial em funcionamento contínuo das Américas. Fundada em 1811, a entidade desempenhou papel fundamental no desenvolvimento do comércio, da indústria, da navegação e da economia baiana ao longo de mais de dois séculos. [1][2]
Sua sede histórica está localizada na Praça Conde dos Arcos, também conhecida como Praça da Inglaterra, no bairro do Comércio, na Cidade Baixa de Salvador, em um dos edifícios mais emblemáticos da região portuária da capital baiana. [1]
História
A Associação Comercial da Bahia foi fundada em 15 de julho de 1811, ainda durante o período colonial português, por comerciantes influentes estabelecidos em Salvador. [1][2]
Seu objetivo era representar os interesses do comércio local junto às autoridades da Coroa Portuguesa e promover melhorias para o desenvolvimento econômico da então capital do Brasil.
Ao longo de sua trajetória, a instituição participou de importantes momentos históricos, incluindo:
- Abertura dos Portos às Nações Amigas;
- Independência do Brasil;
- Independência da Bahia;
- Desenvolvimento do Porto de Salvador;
- Expansão ferroviária;
- Industrialização baiana;
- Modernização do comércio e dos serviços. [2][3]
A Participação na Independência da Bahia
A Associação Comercial da Bahia teve papel relevante nos acontecimentos que culminaram na Independência da Bahia em 2 de Julho de 1823.
Diversos comerciantes associados apoiaram financeiramente os movimentos que buscavam a expulsão das tropas portuguesas da província. [3]
Por essa razão, a entidade é frequentemente citada em estudos sobre a participação do setor econômico na consolidação da independência brasileira na Bahia.
O Palácio da Associação Comercial
A atual sede da ACB é um dos edifícios históricos mais importantes do bairro do Comércio.
O prédio foi inaugurado em 1934 e apresenta características arquitetônicas monumentais que refletem a importância econômica da instituição na época. [4]
Entre seus destaques encontram-se:
- Salões históricos;
- Escadarias monumentais;
- Fachadas em estilo eclético;
- Obras de arte;
- Acervo documental histórico. [4]
Sua localização privilegiada proporciona vista para a Baía de Todos os Santos, o Porto de Salvador e o Forte de São Marcelo.
Praça da Inglaterra
A sede da ACB encontra-se na tradicional Praça da Inglaterra, um dos espaços urbanos mais importantes da Cidade Baixa.
A praça recebeu esse nome em homenagem à forte presença britânica na economia baiana durante os séculos XIX e XX, especialmente nos setores ferroviário, portuário, bancário e comercial. [5]
Atualmente, a região integra o conjunto histórico do Comércio e continua sendo um dos principais marcos urbanos da Cidade Baixa.
Biblioteca e Acervo Histórico
A Associação Comercial da Bahia preserva um dos mais importantes acervos documentais da história econômica brasileira.
O material inclui:
- Atas históricas;
- Correspondências comerciais;
- Registros da navegação;
- Documentos sobre o Porto de Salvador;
- Arquivos da Independência da Bahia;
- Registros empresariais do século XIX. [1][6]
Esse acervo é frequentemente utilizado por pesquisadores e historiadores.
Atuação Atual
Atualmente, a Associação Comercial da Bahia continua exercendo papel relevante na representação do setor produtivo baiano.
Entre suas atividades estão:
- Defesa dos interesses empresariais;
- Promoção do desenvolvimento econômico;
- Debates sobre infraestrutura;
- Apoio ao empreendedorismo;
- Eventos institucionais;
- Projetos voltados para inovação e sustentabilidade. [1]
Endereço
Associação Comercial da Bahia
📍 Praça Conde dos Arcos (Praça da Inglaterra), s/n
Comércio
Salvador – Bahia
CEP 40015-160 [1]
Contatos
Telefone
☎ (71) 3320-8900 [1]
Portal Oficial
📧 acb@acbahia.com.br [1]
Curiosidades Documentadas
A mais antiga das Américas
A Associação Comercial da Bahia é considerada a associação comercial mais antiga em funcionamento contínuo das Américas. [1][2]
Fundada antes da Independência
A instituição surgiu onze anos antes da Independência do Brasil, quando o país ainda era colônia portuguesa. [2]
Relação com o Porto de Salvador
Durante mais de dois séculos, a entidade acompanhou todas as transformações do porto e do comércio marítimo baiano. [3]
Símbolo do Comércio
O edifício da ACB é um dos marcos arquitetônicos mais conhecidos do bairro do Comércio. [4]
Importância para a Cidade Baixa
Poucas instituições possuem ligação tão profunda com a história da Cidade Baixa quanto a Associação Comercial da Bahia.
Sua trajetória acompanha o desenvolvimento do Porto de Salvador, da Praça da Inglaterra, do Comércio e da economia baiana desde o início do século XIX.
Ao lado do Mercado Modelo, do Elevador Lacerda, da CODEBA, do Porto de Salvador, da Cidade da Música da Bahia e da Casa das Histórias de Salvador, a ACB integra o conjunto de instituições que ajudaram a construir a importância histórica e econômica da Cidade Baixa.
Referências Bibliográficas e Documentais
[1] Associação Comercial da Bahia. Portal Oficial. Disponível em: https://www.acbahia.com.br/ . Acesso em: 08 jun. 2026.
[2] Associação Comercial da Bahia. História da ACB. Disponível em: https://www.acbahia.com.br/institucional/historia/ . Acesso em: 08 jun. 2026.
[3] Associação Comercial da Bahia. Bicentenário da Independência da Bahia e participação da ACB. Disponível em: https://www.acbahia.com.br/ . Acesso em: 08 jun. 2026.
[4] IPAC Bahia. Inventário Arquitetônico do Comércio de Salvador. Disponível em: http://www.ipac.ba.gov.br/ . Acesso em: 08 jun. 2026.
[5] Fundação Gregório de Mattos. Praça da Inglaterra e patrimônio urbano do Comércio. Disponível em: https://fgm.salvador.ba.gov.br/ . Acesso em: 08 jun. 2026.
[6] Associação Comercial da Bahia. Biblioteca e Acervo Histórico. Disponível em: https://www.acbahia.com.br/biblioteca/ . Acesso em: 08 jun. 2026



