O bairro da Mangueira, banhada pela Prainha do Lobato, fazendo divisa com os bairros do Massaranduba e Ribeira.
É compreendida por 103 (cento e três) logradouros, fazendo divisa com os bairros da Ribeira, Massaranduba e Caminho de Areia.
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Mangueira
Memória Popular, Ocupação Comunitária e Identidade Histórica da Cidade Baixa
Apresentação
O bairro da Mangueira integra a região da Cidade Baixa de Salvador e está localizado na Península de Itapagipe, próximo aos bairros da Massaranduba, Caminho de Areia, Uruguai e Ribeira. Apesar de não possuir grandes monumentos ou equipamentos turísticos de destaque, a Mangueira representa um importante capítulo da história social e urbana da Cidade Baixa, preservando memórias ligadas à ocupação popular, à cultura comunitária e às transformações urbanas da península ao longo do século XX. [1][2]
Sua trajetória está associada ao crescimento das comunidades operárias e populares que se estabeleceram na região durante os processos de expansão urbana de Salvador, tornando-se parte fundamental da identidade cultural da Península de Itapagipe. [1][3]
História
A formação da Mangueira ocorreu principalmente durante o século XX, período em que a Península de Itapagipe passou por intensas transformações urbanas e demográficas. O crescimento industrial da Cidade Baixa, aliado à expansão dos bairros populares, favoreceu a ocupação de áreas anteriormente pouco urbanizadas da região. [1][4]
Ao longo das décadas, a Mangueira consolidou-se como uma comunidade marcada por fortes relações de vizinhança, atividades comerciais de pequeno porte e intensa participação de seus moradores na vida social da Cidade Baixa. [3]
A história do bairro está diretamente ligada às transformações territoriais ocorridas na Península de Itapagipe, especialmente aos processos de aterro, expansão residencial e integração urbana que redefiniram a paisagem da região durante o século XX. [5]
Origem do Nome Mangueira
A origem do nome do bairro possui registro documental e está associada à memória dos moradores mais antigos da comunidade. Segundo relatos preservados em estudos sobre os bairros de Salvador, existia na região uma grande mangueira localizada próxima à área de maré da Península de Itapagipe. [4]
A árvore servia como ponto de encontro para pescadores, marisqueiras, trabalhadores e moradores da localidade. Debaixo de sua sombra aconteciam conversas, reuniões informais e momentos de convivência comunitária após as jornadas de pesca realizadas na Baía de Todos os Santos. [4]
Com o avanço dos aterros urbanos e a expansão da ocupação residencial, a mangueira desapareceu fisicamente da paisagem. Entretanto, o nome permaneceu e passou a identificar toda a comunidade que se desenvolveu ao redor daquele antigo ponto de encontro. [4]
A Mangueira tornou-se, assim, um dos poucos bairros de Salvador cuja denominação está diretamente relacionada a um elemento natural específico documentado pela memória coletiva local. [4]
A Mangueira e a Influência dos Alagados
A pesquisa histórica indica que a Mangueira possui relação indireta com o processo de formação dos Alagados, um dos mais importantes fenômenos urbanos da história contemporânea de Salvador. [5]
Durante boa parte do século XX, extensas áreas da Península de Itapagipe eram ocupadas por manguezais, marés e habitações sobre palafitas. Essas áreas ficaram conhecidas como Alagados e foram marcadas por intensos processos de ocupação popular e expansão urbana. [5][6]
Embora a Mangueira não seja tradicionalmente classificada como um dos núcleos centrais dos Alagados históricos, sua formação ocorreu em uma área diretamente influenciada pelas transformações territoriais que atingiram toda a Península de Itapagipe. [5]
Diversas famílias que passaram a residir na Mangueira possuíam vínculos com comunidades estabelecidas em áreas de maré e em territórios posteriormente aterrados durante os programas de urbanização realizados pelo poder público. [5][6]
Dessa forma, existe uma influência histórica e social dos processos relacionados aos Alagados sobre a formação contemporânea da Mangueira, ainda que o bairro possua trajetória própria e identidade comunitária distinta. [5]
Formação Urbana
A urbanização da Mangueira acompanhou o crescimento dos bairros populares da Península de Itapagipe.
Seu território foi gradualmente integrado à malha urbana formada por Massaranduba, Caminho de Areia, Uruguai e Ribeira, tornando-se parte importante do conjunto residencial e comunitário da Cidade Baixa. [1]
Ao contrário de bairros marcados por grandes monumentos históricos, a identidade urbana da Mangueira está associada à ocupação residencial, às relações comunitárias e à memória social de seus moradores. [3]
Patrimônios Históricos e Culturais
Os principais patrimônios da Mangueira estão relacionados à sua história social e comunitária:
- Memória da antiga mangueira que deu origem ao nome do bairro. [4]
- História da ocupação popular da Península de Itapagipe. [1]
- Cultura comunitária da Cidade Baixa. [3]
- Memórias associadas aos processos de urbanização dos Alagados. [5]
- Tradições familiares preservadas pelos moradores mais antigos. [3]
Patrimônios Culturais Contemporâneos
A principal riqueza cultural da Mangueira encontra-se em suas relações comunitárias e nas iniciativas sociais desenvolvidas por associações de moradores, grupos culturais e lideranças locais.
Essas ações contribuem para a preservação da memória do bairro e para o fortalecimento da identidade cultural da Cidade Baixa. [3]
Personagens Históricos Relacionados
Aluísio Simão Pereira
Presidente da Associação de Moradores da Mangueira e importante referência para a preservação da memória local, Aluísio Simão Pereira contribuiu para o registro histórico da origem do bairro e para a valorização da história comunitária da região. [4]
Seu depoimento tornou-se uma das principais fontes documentais sobre a origem do nome Mangueira.
Curiosidades Documentadas
Uma única árvore deu nome ao bairro
O nome Mangueira surgiu em razão de uma grande mangueira que existia próxima à maré e servia como ponto de encontro da comunidade. [4]
A árvore desapareceu, mas a memória permaneceu
A urbanização da região eliminou a antiga árvore, mas o nome foi preservado pelos moradores e tornou-se a denominação oficial do bairro. [4]
Relação histórica com os pescadores
A mangueira original era utilizada como local de descanso e convivência por pescadores que retornavam das atividades na Baía de Todos os Santos. [4]
Influência das transformações dos Alagados
Embora não seja considerada um núcleo histórico dos Alagados, a Mangueira foi diretamente impactada pelos processos de urbanização e reassentamento que transformaram a Península de Itapagipe durante o século XX. [5][6]
Gastronomia Tradicional
A gastronomia da Mangueira reflete as tradições culinárias da Cidade Baixa e da Península de Itapagipe.
Entre os pratos mais presentes na cultura alimentar local destacam-se:
- Moqueca de peixe;
- Moqueca de camarão;
- Mariscadas;
- Lambreta;
- Acarajé;
- Abará;
- Ensopados de frutos do mar. [1]
A influência da Baía de Todos os Santos permanece presente na culinária cotidiana dos moradores.
Festas Populares e Religiosas
A Mangueira participa ativamente das principais manifestações religiosas da Península de Itapagipe.
Entre elas destacam-se:
- Lavagem do Bonfim; [7]
- Festa do Senhor do Bonfim; [7]
- Festa do Senhor Bom Jesus dos Navegantes; [8]
- Celebrações religiosas comunitárias realizadas nos bairros vizinhos. [3]
Tradições Culturais e Manifestações Populares
Entre as manifestações culturais associadas ao bairro destacam-se:
- Cultura comunitária da Cidade Baixa; [3]
- Tradições familiares transmitidas entre gerações; [3]
- Participação nos festejos religiosos da Península de Itapagipe; [7]
- Cultura marítima ligada à Baía de Todos os Santos; [1]
- Memórias relacionadas aos processos de ocupação popular da Cidade Baixa. [5]
Importância para a Cidade Baixa
A Mangueira representa um importante patrimônio humano e social da Cidade Baixa. Sua história ajuda a compreender os processos de ocupação popular, expansão urbana e transformação territorial que marcaram a Península de Itapagipe durante o século XX. [1][5]
Embora não possua grandes monumentos históricos, o bairro preserva uma rica memória comunitária associada à antiga mangueira que lhe deu nome, às tradições de seus moradores e às profundas transformações urbanas que moldaram a Cidade Baixa contemporânea. [4][5]
Referências Bibliográficas e Documentais
[1] PREFEITURA MUNICIPAL DE SALVADOR. GeoSalvador – Bairro Mangueira. Disponível em: https://www.sefaz.salvador.ba.gov.br/geosalvador/home/item.html?id=b96d7ffc7cc5442582524abc6025bdf9. Acesso em: 03 jun. 2026.
[2] WIKIPÉDIA. Mangueira (Salvador). Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Mangueira_(Salvador). Acesso em: 03 jun. 2026.
[3] UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA. Observatório dos Bairros de Salvador – Mangueira. Disponível em: https://observatoriobairrossalvador.ufba.br/bairros/mangueira. Acesso em: 03 jun. 2026.
[4] A TARDE. Número de bairros de Salvador cresceu 400% em 50 anos. Disponível em: https://atarde.com.br/bahia/bahiasalvador/numero-de-bairros-de-salvador-cresceu-400-em-50-anos-286373. Acesso em: 03 jun. 2026.
[5] UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (UFBA). Estudos sobre Alagados, urbanização da Península de Itapagipe e ocupação popular da Cidade Baixa.
[6] COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO URBANO DO ESTADO DA BAHIA (CONDER). Documentação histórica sobre o Projeto Alagados e a reurbanização da Península de Itapagipe.
[8] FESTA DO SENHOR BOM JESUS DOS NAVEGANTES. Documentação histórica da celebração marítima da Baía de Todos os Santos. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Festa_ao_Senhor_Bom_Jesus_dos_Navegantes. Acesso em: 03 jun. 2026.

CEP por logradouro do bairro da Mangueira
| Logradouro/Nome | CEP |
| Alameda da Praia | 40437-226 |
| Avenida Alberto | 40437-120 |
| Avenida Alcides | 40437-045 |
| Avenida Augusto Cassiano | 40437-190 |
| Avenida Caminho de Areia | 40437-020 |
| Avenida Campos de Massaranduba | 40437-305 |
| Avenida Capitão Vicêncio Constantino Figueredo | 40437-100 |
| Avenida da Paz | 40437-065 |
| Avenida Deus é Mais | 40437-175 |
| Avenida Hermógenes | 40437-160 |
| Avenida Hosana | 40437-140 |
| Avenida Jaime Coelho | 40437-320 |
| Avenida Jerusalém | 40437-315 |
| Avenida Leblon | 40437-195 |
| Avenida Liberdade | 40437-310 |
| Avenida Mangueira | 40437-405 |
| Avenida Mendonça | 40437-035 |
| Avenida Nova Brasília | 40437-295 |
| Avenida Pinto | 40437-325 |
| Avenida Rafael Uchôa | 40437-003 |
| Avenida Santa Flora | 40437-145 |
| Avenida São Borges da Massaranduba | 40437-155 |
| Avenida São Domingos da Massaranduba | 40437-300 |
| Avenida São Jorge | 40437-115 |
| Avenida São Paulo da Massaranduba | 40437-135 |
| Avenida Theobaldo Oliveira | 40437-060 |
| Avenida União da Massaranduba | 40437-165 |
| Avenida Vitória | 40437-070 |
| Caminho A | 40437-185 |
| Comunidade Urbana Baixa da Mangueira | 40437-376 |
| Comunidade Urbana Leblon | 40437-181 |
| Praça Afro-Brasil | 40437-390 |
| Rua Açailândia | 40437-335 |
| Rua Altos | 40437-410 |
| Rua Anajatuba | 40437-530 |
| Rua Arapoema | 40437-228 |
| Rua Araripina | 40437-290 |
| Rua Arcoverde | 40437-285 |
| Rua Aroazes | 40437-460 |
| Rua Barreirinhas | 40437-340 |
| Rua Boa Hora | 40437-420 |
| Rua Bom Conselho | 40437-380 |
| Rua Buriti dos Montes | 40437-415 |
| Rua Calumbi | 40437-385 |
| Rua Campo Maior | 40437-440 |
| Rua Canto do Buriti | 40437-445 |
| Rua Capitão Eugênio | 40437-265 |
| Rua Capitão Vicêncio Constantino Figueredo | 40437-030 |
| Rua Caracol | 40437-470 |
| Rua Coivaras | 40437-435 |
| Rua Coroatá | 40437-350 |
| Rua Coronel Filinto Sampaio | 40437-015 |
| Rua Corrente | 40437-455 |
| Rua Curimatá | 40437-450 |
| Rua Curralinhos | 40437-465 |
| Rua do Leblon | 40437-180 |
| Rua Doutor Caio Mário Pedreira Filho | 40437-095 |
| Rua Doutor Mário Augusto Teixeira de Freitas | 40437-010 |
| Rua Francisco Paulo Mateus | 40437-395 |
| Rua Genésio dos Santos | 40437-425 |
| Rua Iguape | 40437-227 |
| Rua Itaíba | 40437-270 |
| Rua Jaime Coelho | 40437-360 |
| Rua Jardim Alvalice | 40437-025 |
| Rua Lajedo | 40437-275 |
| Rua Major Marivaldo Tapioca | 40437-375 |
| Rua Mangueira da Ribeira | 40437-260 |
| Rua Mirador | 40437-345 |
| Rua Palmares | 40437-280 |
| Rua Parnaíba | 40437-430 |
| Rua Rafael Uchôa | 40437-000 |
| Rua Rubem Amorim | 40437-400 |
| Rua São João | 40437-105 |
| Rua Várzea Grande | 40437-475 |
| Travessa Ateneu | 40437-365 |
| Travessa Jerusalém | 40437-150 |
| Travessa Jorge Leal Gonçalves | 40437-480 |
| Travessa Mangueira da Ribeira | 40437-245 |
| Travessa Rafael Uchôa | 40437-005 |
| Travessa Rubem Amorim | 40437-170 |
| Vila Graciliano | 40437-055 |
| Vila Osvaldo | 40437-090 |
| Vila Zezito | 40437-085 |
| 1ª Avenida Caio Mário | 40437-210 |
| 1ª Avenida Major Marivaldo Tapioca | 40437-370 |
| 1ª Avenida São José | 40437-080 |
| 1ª Avenida Vicêncio Constantino Figueredo | 40437-040 |
| 1ª Travessa Caio Mário | 40437-230 |
| 1ª Travessa do Leblon | 40437-110 |
| 1ª Travessa Jaime Coelho | 40437-355 |
| 1ª Travessa Mangueira da Ribeira | 40437-255 |
| 2ª Avenida Caio Mário | 40437-205 |
| 2ª Avenida Vicêncio Constantino Figueiredo | 40437-050 |
| 2ª Travessa Caio Mário | 40437-240 |
| 2ª Travessa Caio Mário Martins | 40437-125 |
| 2ª Travessa Mangueira da Ribeira | 40437-250 |
| 3ª Avenida Caio Mário | 40437-200 |
| 3ª Avenida Vicêncio Constantino Figueiredo | 40437-130 |
| 3ª Travessa Caio Mário | 40437-235 |
| 3ª Travessa Mangueira da Ribeira | 40437-225 |
| 4ª Avenida Vicêncio Constantino Figueiredo | 40437-075 |
| 4ª Travessa Caio Mário | 40437-220 |
| 5ª Travessa Caio Mário | 40437-215 |



